terça-feira, 10 de março de 2009

Um pouco de história


Como vimos na introdução, os smartphones são o resultado de um longo processo de evolução e convergência de dispositivos. Tudo começou com as agendas eletrônicas, que fizeram sucesso nas décadas de 1980 e 1990, servindo como uma forma prática de armazenar números de telefones, fazer anotações rápidas e criar alarmes para compromissos:
As agendas eletrônicas são o resultado da combinação de um processador de 8 bits (como os usados nos primeiros computadores pessoais) e uma pequena quantidade de memória SRAM, que era usada tanto como memória de trabalho quanto como memória de armazenamento, criando um conjunto bastante simples, mesmo para os padrões da época.
Como os chips de memória SRAM precisam ser alimentados de forma contínua para conservar os dados gravados, as agendas eletrônicas usavam sempre uma bateria de backup, destinada a manter o fornecimento elétrico enquanto você trocava a bateria principal. Retirando as duas baterias ao mesmo tempo, você perdia todos os dados.
Na década de 1990 as agendas eletrônicas deram lugar aos handhelds e palmtops, organizadores pessoais mais evoluídos, que são o começo da nossa história. Um bom exemplo de assistente pessoal da era pré-palm é o HP 200LX, um handheld lançado pela HP em 1994, que era baseado em um processador Intel 186 (o 186 é uma versão modernizada do 8088, usado no PC XT), que era acompanhado por 2 ou 4 MB de memória SRAM, de acordo com a versão.
Além de ser bastante compacto (para os padrões da época), ele oferecia um teclado QWERT completo (incluindo até mesmo o teclado numérico e as teclas de funções) e um display monocromático de 80 colunas. O grande destaque é que ele rodava uma versão completa do MS-DOS (com suporte à instalação de aplicativos) e oferecia até 40 horas de uso contínuo com um par de pilhas AA, uma marca que até hoje é difícil de superar:
O 200LX foi bastante popular entre profissionais de campo e como terminal de entrada de dados, pois era capaz de rodar o Lotus 123 e praticamente qualquer outro aplicativo MS-DOS de modo real. Na época, as empresas estavam em processo de migração do DOS para o Windows, e ainda existia uma enorme oferta de aplicativos MS-DOS. A possibilidade de rodá-los em um palmtop, que podia ser carregado para todo o lado, abriu muitas possibilidades (tanto que o 200LX continua sendo usado até hoje em alguns nichos). Se você pesquisar em sites de leilão, muito provavelmente vai encontrar alguém vendendo um, ainda funcionando.
O LX200 acabou se tornando um aparelho único, pois não teve sucessor. A partir do 300LX a HP adotou o uso do Windows CE criando uma classe completamente diferente de aparelhos. Nessa segunda fase, as atenções passaram a ser divididas entre três famílias de aparelhos: os Palm Pilots, os palmtops com o Windows CE e os palmtops da Psion.
Não por coincidência, eles acabaram dando origem ao PalmOS, ao Windows Mobile e ao Symbian (pronuncia-se "cimbiam") que, junto com o BlackBerry OS, o iPhone OS e o Android, formam as principais plataformas de smartphones em uso atualmente. Vamos a elas:

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A História do iPhone

A revista Wired publicou em 9 de janeiro um artigo chamado “A História que não foi contada: Como o iPhone explodiu a indústria de telefones sem fio“. É um texto longo, que conta como o iPhone foi pensado, como foi projetado, como foi a negociação com as operadoras de telefonia e como o aparelho alterou os padrões da indústria. Abaixo, a tradução do trecho inicial, que faz uma espécie de resumo do artigo.“O protótipo não estava bom. Era uma manhã do outono de 2006. Quase um ano iphone2.jpgantes, Steve Jobs havia dado a uns 200 dos melhores engenheiros da Apple a incumbência de criar o iPhone. Entretanto, naquela sala de reuniões da Apple, era evidente que o protótipo era um desastre; não é que houvesse bugs, o fato é que o aparelho não funcionava. As chamadas caíam freqüentemente, a carga da bateria não se completava, dados e aplicativos se corrompiam e tornavam inúteis. No final da reunião, Jobs olhou seus engenheiros e afirmou: Ainda não temos um produto.
O iPhone deveria ser o astro da convenção anual MacWorld, que ocorreria em alguns meses. Desde que retornou à Apple em 1997, Jobs utilizava a convenção para apresentar os novos produtos da empresa, e os observadores da Apple esperavam outro anúncio de impacto. Jobs já avisara que o Leopard, novo sistema operacional da Apple, estava atrasado. Se o iPhone não ficasse pronto, o MacWorld seria um fracasso, os críticos cairiam em cima, e as ações da empresa sofreriam um abalo.
E o que pensaria a AT&T? Após um ano e meio de encontros secretos, Jobs afinal conseguira um acordo com Cingular, a divisão de telefonia sem fio da AT&T, para ser a operadora exclusiva do iPhone. Jobs daria cinco anos de exclusividade à AT&T, dez por cento das receitas das vendas do iPhone nas lojas AT&T, e mais uma pequena parte das receitas das lojas iTunes; em troca, a AT&T daria a Jobs um montante sem precedente de poderes. Jobs convenceu a AT&T a investir milhões de dólares e milhares de homem-hora para criar uma nova facilidade, chamada voicemail visual, e também reinventar o burocrático processo de contratação de linha telefônica. Ele também conseguiu assinar um modelo inédito de divisão de receitas, ficando com aproximadamente US$ 10 por mês de cada conta de usuário de iPhone. Além disso, Jobs teve ampla liberdade com respeito ao projeto, produção e marketing do aparelho. Jobs conseguira o impensável: arrancar um bom negócio de um dos maiores players do negócio de telefonia móvel. Agora, o mínimo que ele tinha que fazer era cumprir seus prazos.
Nos três meses seguintes, o pessoal do projeto iPhone trabalhou como doido; apenas algumas semanas antes do MacWorld, Jobs tinha um protótipo para apresentar aos executivos da AT&T. Em meados de dezembro de 2006, ele encontrou o chefão da telefonia celular Stan Sigman em um quarto do hotel Four Seasons. Ele mostrou a ele a tela brilhante do iPhone, o poderoso navegador de internet, o design atrativo. Sigman, um circunspecto texano, de aspecto conservador como a maioria dos executivos de telecomunicações, mostrou-se efusivo, referindo-se ao iPhone como “o melhor aparelho que eu já vi” (detalhes desse e outros encontros foram narrados por pessoas que presenciaram os eventos; a Apple e a ATT não comentam nem sempre os encontros nem sobre outros termos de seu relacionamento).
Seis meses mais tarde, em 29 de junho de 2007, o iPhone estava à venda. Analistas estimam que até o final de 2007, o aparelho venderia 3 milhões de unidades, tornando-o o smartphone de maior sucesso em todos os tempos. É também, provavelmente, o produto mais lucrativo na história da Apple. A Apple lucra aproximadamente US$ 80 na venda de cada aparelho por US$ 399, sem contar os US$ 240 ganhos em cada contrato de dois anos que o usuário assina com a ATT. Por outro lado, aproximadamente 40% dos contratantes de iPhone são novos clientes para a ATT, e esses novos usuários têm triplicado o tráfego da operadora em grandes cidades, como Nova York e São Francisco.
Mas, tão importante quanto o impacto nos negócios da Apple e ATT, é o impacto real na estrutura de US$ 11 bilhões das comunicações de celulares nos Estados Unidos. Por décadas, as operadoras têm tratado os usuários como servos, usando o acesso a suas redes como barreiras para ditar quais aparelhos seriam produzidos, quanto eles custariam, que facilidades ofereceriam. Os aparelhos eram vistos como produtos baratos e descartáveis, altamente subsidiados, usados para atrair assinantes e obrigá-los a utilizar os serviços da operadora.
O iPhone alterou o equilíbrio de poderes. Operadoras estão aprendendo que o aparelho correto - ainda que caro - pode atrair usuários e gerar receitas. Agora, buscando um contrato similar ao da Apple, todos os fabricantes estão pensando em criar um aparelho de que os usuários gostem, em vez de um que as operadoras aprovem. O iPhone já está mudando o comportamento das operadoras e dos usuários, diz um analista da Piper Jaffray.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Processadores de 3 e 8 núcleos

Essas são as promessas de lançamento para 2008 da AMD e da Intel, respectivamente. Os processadores de 3 núcleos podem parecer uma volta atrás da AMD, já que hoje em dia já temos processadores QuadCore (4 núcleos) no mercado. Aliás a Positivo, montadora nacional de PCs, já está anunciando sua linha de micros com processadores quad core – veja mais aqui. Mas vamos voltar ao processador de 3 núcleos da AMD, o modelo batizado com o codinome de Phenom terá uma edição de 4 núcleos que será lançada provavelmente ainda este ano e uma edição de 3 núcleos que está prevista para 2008. A decisão de lançar um processador de 3 núcleos visa atingir o bolso do consumidor, afinal de contas, um processador triplo tem um desempemho melhor do que um de dois núcleos e custa menos do que um de quatro núcleos…
Já a Intel promete uma linha de processadores de 8 núcleos em 2008. Batizado como Nehalem esta série promete agitar as máquinas de quem precisa de muito desempenho. Além disso a Intel promete processadores de 32 nanômetros para 2009. Agora é esperar pra ver.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

3G

O padrão 3G é a terceira geração de padrões e tecnologias de telefonia móvel, substituindo o 2G. É baseado na família de normas da União Internacional de Telecomunicações (UIT), no âmbito do Programa Internacional de Telecomunicações Móveis (IMT-2000).

Padrões

O IMT-2000 da União Internacional de Telecomunicações (ITU) consiste em seis interfaces de rádio:

Evolução para 3G

As redes de telecomunicações de telefonia de celular móvel são actualizadas de forma a utilizarem as tecnologias 3G desde 1999. O Japão foi o primeiro país a implementar o 3G nacionalmente e essa transição foi praticamente completada em 2006. Logo após o Japão, a Coréia também iniciou sua transição, que foi feita por volta de 2004.

 Operadoras e redes UMTS

A partir de 2005, a evolução das redes 3G ocorreu em alguns anos, devido à capacidade limitada das redes 2G existentes. As redes 2G foram construídas principalmente para voz e transmissão lenta de dados. Devido às rápidas mudanças nas expectativas dos usuários, elas não atendem hoje às necessidades de transmissão de dados sem fio.
"2,5G" (e mesmo 2.75G) são tecnologias como o serviço de dados i-mode, telefones com câmara, circuito de alta velocidade de dados comutados (HSCSD) e General Packet Radio Service (GPRS) foram criados para fornecer alguma funcionalidade de domínios, como redes 3G , mas sem a plena transição para a rede 3G. Eles foram construídos para introduzir as possibilidades de aplicação de tecnologia wireless para o consumidor final, e assim aumentar a procura de serviços 3G.

 Padronização da rede

A União Internacional das Telecomunicações (UIT) definiu a demanda para redes móveis 3G com o padrão IMT-2000. Uma organização chamada 3rd Generation Partnership Project (3GPP) continuou esse trabalho definindo um sistema móvel compatível com o padrão IMT-2000. Esse sistema é chamado de Sistema Universal de Telecomunicações Móveis (Universal Mobile Telecommunications System - UMTS).

 Evolução do 3G (pré-4G)

A padronização da evolução do 3G está a funcionar em ambas as 3GPP e 3GPP2. Os correspondentes especificações do 3GPP e 3GPP2 evoluções são nomeadas como LTE e UMB, respectivamente. 3G evolução utiliza parcialmente fora 3G tecnologias destinadas a melhorar o desempenho e fazer um bom caminho migração. Há vários caminhos diferentes de 2G para 3G. Na Europa, o principal caminho começa a partir GSM quando GPRS é adicionado a um sistema. A partir deste ponto, é possível ir para o sistema UMTS. Na América do Norte o sistema evolução terá início Time divisão de acesso múltiplo (TDMA), a mudança reforçada Dados Tarifas para GSM Evolution (EDGE) e, em seguida, a UMTS.
No Japão, dois padrões 3G são utilizados: FOMA (utiliza o WCDMA o que torna o UMTS compatível) utilizados pelo Softbank e NTT DoCoMo, e CDMA2000, utilizado por KDDI. Transição para a 3G foi concluída no Japão, em 2006.

 Vantagens de uma arquitectura de rede em camadas

Ao contrário do GSM, UMTS é baseada em um serviço dividido em seções. No topo está a seção de serviços, que oferece organização rápida de serviços e localização centralizada. No meio está a seção de controle, que ajuda a atualizar os procedimentos e que capacita a rede a se alocar dinamicamente. Na base está a camada de conectividade onde qualquer tecnologia de transmissão pode ser utilizada e onde o canal de áudio trafega por ATM/AAL2 ou IP/RTP.

 Tecnologias móveis

Ao converter uma rede GSM para uma rede UMTS, a primeira nova tecnologia é General Packet Radio Service (GPRS). É o gatilho para os serviços 3G. A ligação à rede é sempre relativa, de modo que o assinante está on-line o tempo todo. Desde o ponto de vista do operador, é importante saber que os investimentos em GPRS são reutilizados quando se vai para o UMTS. Também é importante capitalizar a experiência adquirida no negócio utilizando GPRS.
De GPRS, os operadores poderão mudar directamente para a rede UMTS, ou investir em um sistema EDGE. Uma vantagem a mais do EDGE UMTS é que ele não necessita de novas licenças. As frequências também são reutilizadas, não são necessárias novas antenas.

Migrando de GPRS para UMTS

Residência registo (HLR) Visitante localização registo (VLR) Equipamento identidade registo (EIR) De rede GPRS, os seguintes elementos da rede podem ser reutilizados:
Mobile centro comutação (MSC) (vendedor dependentes) Autenticação centro (AUC) Publicação GPRS Support Node (SGSN) (vendedor dependentes) Gateway GPRS apoio nó (GGSN) De Global Service for Mobile (GSM) rede de rádio comunicação, os seguintes elementos não podem ser reutilizados
Estação base controlador (BSC) Base transceiver station (BTS) Eles podem permanecer na rede e ser utilizado em rede dupla operação onde redes 2G e 3G co-existir enquanto rede de migração e os novos terminais 3G tornam-se disponíveis para uso na rede.
A rede UMTS introduz novos elementos da rede que funcionará como especificado pelo 3GPP:
Node B (estação base) Radio Network Controller (RNC) Media Gateway (MGW) A funcionalidade do MSC e SGSN muda quando vai UMTS. Num sistema GSM da MSC trata todos os circuitos comutados operações como a conexão e A-B-assinante através da rede. SGSN trata todos os pacotes comutados operações e transfere todos os dados na rede. Em UMTS o Media Gateway (MGW) cuidar de todas as transferências de dados em ambos os circuitos e pacotes redes comutadas. MSC e SGSN controle MGW operações. Os gânglios são renomeados para MSC-servidor e servidor-GSN.

 Terminais UMTS

A complexidade técnica de um telefone 3G depende da sua necessidade de itinerância no legado das redes 2G. Nos primeiros países, o Japão e a Coreia do Sul, não havia necessidade de incluir capacidades de roaming mais velhos, tais como redes GSM, de forma que telemóveis 3G foram pequenos e leves. Na Europa e na América, os fabricantes e operadores de rede quis telemóveis 3G multi-modo, que operam em redes 2G e 3G (por exemplo, WCDMA e GSM), que acrescentou à complexidade, tamanho, peso e custo do handset. Como resultado, no início os telefones europeus WCDMA foram significativamente maiores e mais pesados que telefones WCDMA comparáveis no mercado japonês.
A japonesa Vodafone KK's experimentou um grande número de problemas com estas diferenças quando sua mãe baseada no Reino Unido, Vodafone, insistiu na utilização de telemóveis normais pela subsidiária japonesa. Clientes japoneses que estavam habituados aos pequenos aparelhos foram subitamente obrigado a mudar para handsets europeus, que foram considerados muito mais pesados e feios pelos consumidores japoneses. Durante esta conversão, Vodafone KK 6 clientes perdidos para cada 4 que migrou para a 3G. Pouco tempo depois, Vodafone vendeu a filial (agora conhecida como Softbank).
A tendência geral para telas pequenas nos telefones parece ter pausado, talvez mesmo virado, com a capacidade de grandes ecrãs nos telefones para fornecer mais vídeo, jogos e internet sobre o uso de redes 3G.

Críticas

Embora 3G tenha sido introduzida com êxito para usuários da Europa, Austrália, Ásia, América do Sul, América do Norte e da África, algumas questões são debatidas pelos fornecedores e os utilizadores 3G:
  • Taxas caras de entrada para o serviço de licenças 3G.
  • Numerosas diferenças em termos de licença.
  • Grande quantidade de dívida actualmente sustentada por muitas empresas telecomunicações, o que a torna um desafio para construir a infra-estrutura necessária para 3G.
  • Falta de apoio dos Estados-membros para conturbado financeiramente operadores.
  • Expensas dos telemóveis 3G.
  • Falta de buy-in por 2G usuários móveis 3G para os novos serviços sem fios.
  • A falta de cobertura, porque é ainda um novo serviço.
  • Alta dos preços dos serviços móveis 3G em alguns países, incluindo o acesso à Internet (ver taxa fixa).
  • Actual falta de usuário necessidade de serviços 3G de voz e dados em uma mão-na posse dispositivo.

 Processos de expansão 3G nos países

 3G no Brasil

A primeira operadora a oferecer 3G no Brasil foi a Vivo em 2004 com a tecnologia Evolution-Data Optimized ou CDMA 1X-EVDO que atinge velocidades de até 2mb por segundo. No entanto, a cobertura ficou limitada a poucas cidades, nas quais muitas possuíam cobertura parcial (algumas regiões de cada município).
No final de 2007, as operadoras Claro e Telemig celular lançaram suas redes 3G UMTS/HSDPA na frequência de 850 MHz, antecipando-se ao leilão realizado em dezembro de 2007. Em dezembro de 2007 foi realizado o leilão das faixas de frequências no Brasil. Dessa forma as três principais operadoras do país Vivo, Claro e TIM conseguiram obter cobertura nacional. A Oi obteve licenças nas regiões I e III, com a compra da BrT (Brasil Telecom), que atuava somente na região II, vai ter cobertura nacional. A Telemig celular e a BRT obtiveram a cobertura em suas respectivas regiões. Nesse mesmo leilão, a operadora CTBC também adquiriu a tecnologia para a sua área de concessão: Triângulo Mineiro e parte dos estados: Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A Sercomtel Celular utilizará a tecnologia 3G na frequência de 850 MHZ, nas cidades de Londrina e Tamarana.
Conforme reafirmou na primeira semana de março de 2008, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, disse que o leilão da subfaixa H da Terceira Geração deverá ocorrer até o final deste semestre, subfaixa esta reservada para um quinto player(outra operadora). Como naquele leilão, a Nextel surpreendeu a todos disputando com altos lances uma das bandas, a Anatel deve considerar a possibilidade desse quinto player já estar estabelecido e pronto para ingressar no mercado 3G.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Evolução dos Computadores

A partir de 1975, dizemos que os computadores entraram na sua quarta geração (e estão até hoje). Encontram-se nesta geração os que caracterizam-se por circuitos integrados em longa escala, LSI ( produzidos pela Intel ).

1975

Em fevereiro, Bill Gates e Paul Allen desenvolvem a versão mais aperfeiçoada da linguagem Basic (criada em 1963, no Darthmouth College) para microcomputadores, o Visual Basic. As linguagens anteriores eram adequadas aos grandes e médios computadores. Em abril, a dupla funda a Microsoft, que se torna a maior e mais importante companhia de software do mundo.

- A primeira rede comercial foi implantada, que era equivalente à ARPANET.
- Foi anunciado o Altair 8800, baseado em um microprocessador da Intel 8080.
- Lee Felsentein inventou o VDM (módulo de indicador visual).
- Foi lançado o Tandem-16, o primeiro computador para transação on-line de processos.

1976

- Steve Wozniak e Steve Jobs terminam o projeto do micro Apple I, o primeiro microcomputador feito para ser vendido em grande escala, e fundam a Apple Computer Company.
- The Cray I notabilizou-se como o primeiro processador vetorial comercial.
- Gary Kildall desenvolveu o CP/M, um sistema operacional para computadores pessoais.

1977

- Surge o Commodore PET (Personal Eletronic Transactor), um dos primeiros computadores pessoais que foi lançado no ano.
- O Apple II apresenta características inovadoras: circuito impresso em sua placa-mãe, fonte de alimentação, teclado e cartuchos para jogos.
- Aparece mais um computador pessoal, o Tandy Radio Shack's (TRS-80), que vende no primeiro ano mais de 10 mil unidades.
- O governo dos EUA adota o padrão de encriptografia de dados da IBM (chave para destravar mensagens codificadas, que servem para proteger os dados confidenciais dentro de suas agências).

1978

- O VAX 11/780, da Digital Equipment Corporation, caracterizou-se por ser uma máquina capaz de processar até 4.3 gigabytes de memória virtual, provando ser o mais rápido dos minicomputadores da época.
- O disco flexível de 5 ¼" transformou-se na medida padrão de software para computadores pessoais, logo após que a Apple e o Tandy Radio Shack's adaptaram seus softwares para este formato.

1979

- A Motorola inventa um microprocessador, o 68000, que se mostra mais veloz que os concorrentes.
- Daniel Bricklin e Robert Frankston, programadores da Universidade Harvard, desenvolvem um programa que transforma os computadores comerciais em pessoais, o Visicalc.

1980

- O primeiro Hard Disk Drive para microcomputadores é capaz de armazenar cinco megabytes de dados. Foi produzido pela Seagate Technology.
- A Phillips desenvolve o primeiro disco óptico de armazenamento de dados. Tinha uma capacidade sessenta vezes maior que o disco de 5 ¼".
- Um computador habilitado com alto desempenho na busca de informações é inventado por John Shoch, da Xerox.

1981

- A IBM lança o PC-5150, o antecessor de todos os micros existentes. Tinha 64 Kbytes de memória e velocidade de 4,77 megahertz. O MS-DOS foi o software utilizado pelo PC-5150, o que proporcionou uma aliança entre a IBM e a Microsoft
- O primeiro computador portátil é lançado, o Osborne I.
- A primeira estação de trabalho, a DN100, foi desenvolvida pela Apollo Computer. Sua capacidade era superior a muitos micros de preço equivalente.

1982

- O lotus 123 é desenvolvido por Mitch Kapor para o PC da IBM.
- O filme "Tron", da Disney, fez com que a utilização dos gráficos gerados por computadores em filmes sofresse um aumento.

1983

- A Apple desenvolve o primeiro computador pessoal com interface gráfica.
- A Compac lança seu primeiro PC com software da IBM.
- O Windows e o Word são apresentados pela Microsoft.
- O MIDI (Musical Instrument Digital Interface) foi introduzido na North American Music Manufactures em L.A.

1984

- A Apple lança o Macintosh, o primeiro computador com mouse e interface gráfica. A utilização do disquete de 3 ½" cresceu devido à sua utilização no Macintosh.
- A IBM lança o PC-AT, mais rápido que o original, tornou-se um grande sucesso por seu ótimo desempenho e grande capacidade de armazenamento.
- Willian Gigson inventa o termo Ciberespaço, no livro Neuromancer.

1985

- A Microsoft lança uma versão do Windows e do Word que rodam em computadores Macintosh.
- A Internet ganha força com a ligação de cinco grandes computadores de universidades americanas com o NFSNET.
- O mercado de CDs de música aumenta com a alta capacidade de armazenamento de CD-ROMs.
- A linguagem de programação C++ surge e domina a indústria de computação.

1986

- O estudo sobre a Inteligência Artificial é impulsionado quando Daniel Hillis desenvolve o conceito de conexões paralelas.

1987

- A IBM lança o PS/2 fabricado com drives de 3 1/2”.
- Willian Alkinson projeta o Hypercard (software que simplifica o uso do computador em aplicações domésticas)
- O microprocessador 68030 da Motorola é desenvolvido.

1988

- A companhia NeXT é fundada por Steve Jobs, que foi o co-fundador da Apple.
- Tin Toy, da Pixar, ganha o Oscar de melhor desenho animado em curta metragem utilizando os recursos de animação de computadores.

1989

- A Intel e a Motorola lançam novos processadores com mais de um milhão de transistor
- O jogo SimCity é lançado. Ele utiliza diversos dispositivos de simulação.
- Realidade Virtual foi o tema da convenção de Siggraph´s.

1990

- Há uma atualização do Windows. O Windows 3.0, que foi lançado em 22 de maio, é compatível com o DOS.
- Nasce a World Wide Web do desenvolvimento do HTML.

1991

- Uma aliança entre a Apple, a IBM e a Motorola produz o Power PC.

1992

- A versão 3.1 do Windows chega às lojas.
- O candidato à vice-presidência dos EUA, Al Gore lidera um projeto para permitir a entrada de qualquer cidadão à Internet.

1993

- O Pentium, da Intel, é lançado. Tem 3,1 milhões de transistor, memória de 4 gigabytes e velocidade de 66 megahertz.
- O PC 486 da IBM incorpora o Windows 3.1.

1994

- O Netscape Communications é fundado e o primeiro browser torna-se disponível, criando um crescimento de surfistas na Web.

1995

- "Toy Story" é o primeiro longa feito totalmente com animação de computador.
- O Windows 95 é lançado.
- A linguagem Java é descoberta.
- a Netscape amplia suas conexões na Internet.

1996

- O Pentium Pro é lançado.

1997

- O Netscape Navigator 2.0 é o primeiro browser com suporte para o Java Script.
- Um computador de IBM, o Deep Blue, ganha do campeão mundial de xadrez Gary Kasparov.

1998

- É lançado o Pentium II.
- A versão do Windows 98 chega às lojas.

1999

- O Linux é lançado pelo finlandês Linus Torevald.

2000

- A Intel lança uma quantidade limitada de Pentium III. É apresentado o Windows 2.000
- É apresentado o Windows Millenium

2001

- O Linux Kernel é lançado.
- O Pentium 4 é apresentado

2002

- É apresentado o Windows XP

2006

- O Pentium Duo Core é Apresentado
- O Windows Vista é apresentado em versões de teste.